Materializado por: Thiago Paixao 06 agosto 2015



Saudações povo Nerd! Tudo na sua devida ordem? Hoje iremos xeretar um mundo sombrio e obscuro então caso você tenha medo até da sua sombra devo lhe dizer que esta matéria pode lhe trazer arrepios. Sem mais delongas hoje iremos falar sobre o incrível mundo de Vampiro. O por quê do “de Vampiro”? Bem isso é porque iremos falar de toda a trajetória do RPG (sabem aquele jogo com um bando de loucos fingindo ser quem não são? É esse mesmo ) ,então se certifiquem que suas estacas estão preparadas e deixem o resto comigo.

Vamos começar o início. Vampiro: The Masquerade, ou Vampiro: A Máscara foi lançado em meados dos anos 90 e foi um grande revolucionário no mundo dos RPGs, apresentando um universo sombrio e cercado pelas trevas aonde vampiros e seres humanos habitavam o mesmo espaço. Os seres humanos, assim como nós, já haviam escutado algo a respeito dos vampiros em filmes, livros e séries, mas acreditavam que tudo aquilo não passava de lendas e é ai que mora o perigo.

O RPG foi lançado pela editora White Wolf e distribuído aqui no Brasil pela Devir. Devo afirmar que o seu criador o Sr. Mark Rein-Hagen foi um tanto quanto corajoso em lançar um RPG tão diferente dos habituais D&D e GURPS no momento em que seus concorrentes viviam seus melhores momentos. O RPG trazia, além de uma nova temática, sistemas de batalhas e disciplinas bem diferentes do que os jogadores estavam habituados, mudando até mesmo o termo  “Mestre” para “Narrador”. A ideia do criador foi criar um novo estilo de RPG, o modo Storyteller, o que deu muito certo e fez com que Vampiro dessa sequência a muitas outras estórias tendo como temática o mundo das trevas.



Sabe todas as teorias que você acreditar saber sobre vampiros? Esquece. Nada de alho, crucifixo e etc. Algumas coisas como o Sol tudo bem, mas pensar que um pão de alho no churrasco do vizinho ia afastar você do perigo já é demais. Além de todo o novo universo apresentado o RPG fazia com que muitas coisas “fizessem sentido” e, se você era/é um cara meio louco como eu, faz com que você acredite de fato que qualquer um pode ser um vampiro só esperando você abaixar a gola da sua camisa polo.

Eu me lembro até hoje de ver meu irmão e os seus amigos madrugada adentro jogando este RPG e eu era “novo demais” para jogar, a censura deste RPG é de 18 anos. Até que chegou o MEU grande dia e meu irmão simplesmente me deu o seu livro como uma forma de batismo, com direito a honra e tudo mais. Foi a partir dai que eu passei a ficar um pouco mais louco que o normal, passando de fato de dedicar mais as estórias de personagens, pesquisar a trama por traz de uma situação e até mesmo entender um pouco mais de política. E não, eu não tinha 18 anos ainda, tinha no máximo 10 quando recebi tamanha generosidade do meu irmão e, só para se ter uma ideia eu tenho este livro aqui comigo guardado até hoje. Se hoje me considero um “RPGista” eu devo isso ao meu irmão e a este livro. Antes eu brincava e passava a hora com o RPG, mas dali em diante eu de fato jogava, interpretava, e o melhor, entendia a fundo tudo que estava acontecendo.


No que diz respeito aos jogos eletrônicos podemos afirmar que não existiram muitas coisas, tendo Vampire: The Masquerade – Redemption ( perdi horas nesse aqui ) e Vampire: The Masquerade – Bloodlines ( e perdi a vida nesse). O primeiro game não fez tanto sucesso quanto o segundo, apesar do primeiro ter uma história bem bacana aonde um devoto templário se tornava um chupador de jugulares. Acredito que o sucesso do segundo game se deve ao fato de ter um mundo “livre” aonde você poderia personalizar seu personagem, seguir ou não uma missão e assim por diante, mas o fim do game não era assim tão diferente independente de seus atos. Seguem alguns vídeos para vocês entenderem melhor do que estou falando:

- Vampire: The Masquerade – Redemption ( por ser uma game antigo a imagem não é tão boa) :


- Vamipe: The Masquerade – Bloodlines ( esse tem até um Vale ou Não a pena Jogar do Tio Zangs que foi deixar o link no fim da matéria ) :


Como puderam ver ambos os games são bem bacanas. Mas afinal, o porquê de tudo isso? Bom, acontece que recentemente na Gen Con, que é a maior convenção de jogos de mesa do mundo, anunciou o retorno de Vampire: The Masquerade no ano de 2016. Acontece que o RPG foi relançado algumas vezes, sendo a última em 2004 aonde se tornou Vampire: The Requiem o que não agradou muito as fãs, eu sou um desses, devido a ter alterado drasticamente a cultura por trás dos clãs e etc., forçando o jogo a ser descontinuado. 

Confesso estar muito empolgado e ansioso para ter em mãos essa nova versão que, apesar de ainda não se ter muitos detalhes, segundo boatos fará com que o jogo retorne a sua origem, ou seja, para Vampire: The Masquerade.

Somente uma pequena observação, caso ainda não saibam. Existe aqui no Blog uma estória que eu e a Nah estamos escrevendo chamada “A Sombra da Cruz” que tem como foco os vampiros, depois deem uma olhada lá. 

Bom pessoal então é isso, se eu continuar a escrever só vou parar amanhã. Caso queiram saber outras coisas sobre o mundo punk-gótico dos vampiros não deixem de comentar que irei apresentar para vocês tudo que sei e todas as curiosidades com maior prazer, afinal para quem não sabe o Conde Drácula de fato existiu. ;)

Muito obrigado por tudo e que a Força esteja sempre com vocês.


Como prometido seguem alguns links legais e fontes:

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